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Imagem do G1
O Conselho Regional de Medicina (CRM) da Paraíba está fazendo uma interdição ética nos médicos do Hospital Infantil Noaldo Leite, na cidade Patos, no Sertão paraibano. A medida foi tomada depois que o conselho recebeu denúncias sobre falta de médicos anestesistas durante os plantões.

A interdição começa a partir de 0h desta quinta-feira (8) e o hospital não vai poder mais receber pacientes ou fazer cirurgias.

Segundo o diretor responsável pela fiscalização, João Alberto Morais Pessoa, a denúncia foi feita pelos próprios médicos cirurgiões da unidade.

“Recebemos um documento na semana passada dos médicos reclamando que havia plantões acontecendo sem a presença de médicos anestesistas e isso impedia a realização do trabalho deles”, disse João Alberto.

Durante a manhã desta quarta-feira, o CRM esteve no hospital e foi identificado que os anestesistas continuam prestando serviço ao hospital , mas são convocados apenas quando há necessidade de algum procedimento cirúrgico.

“O Conselho não tem interesse em interditar eticamente os médicos, porém da maneira que o hospital está funcionando não há segurança nem para os pacientes nem para os profissionais, que podem sofrer sanções judiciais caso não prestem o serviço adequadamente”, explicou.

Segundo João Alberto, a interdição continuará até que o problema seja resolvido. “É preciso deixar claro que o hospital não vai parar de funcionar. As pessoas que estão internadas vão continuar internadas, mas a unidade não vai poder mais admitir novos pacientes para internação, até que o problema seja revolvido e a direção apresente a escala de médicos”, disse ele.

Problemas Hospital Regional Janduhy Carneiro

Ainda nesta quarta-feira, a equipe de Fiscalização do CRM-PB identificou outras irregularidades no Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro, localizado também em Patos. De acordo João Alberto, em uma vistoria rápida, foram encontrados problemas graves, como esgoto aberto no Centro Cirúrgico, falta de materiais básicos, material de órtese e prótese de baixa qualidade, aparelhos de ultrassom e endoscopia quebrados, uso de furadeira doméstica em cirurgias ortopédicas, entre outras inconformidades.



FONTE - POLÍTICA MAIS CEDO com G1

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