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Principais influências para o resultado de novembro foram os grupos Alimentação e bebidas, com queda de 0,20%, e Artigos de residência, com recuo dos preços de 0,16% (André Vieira/Bloomberg/VEJA)
A inflação oficial brasileira subiu menos do que o esperado em novembro e chegou ao menor nível para o mês em 18 anos, com o índice em 12 meses indo abaixo de 7% pela primeira vez em cerca de dois anos, em um cenário favorável para o Banco Central intensificar o afrouxamento monetário.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu em novembro 0,18%, contra 0,26% no mês anterior, menor leitura para o mês desde 1998, quando recuou 0,12%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Com isso, em 12 meses a inflação acumulada até novembro chegou a 6,99%, sobre 7,87% no mês anterior, na primeira vez que vai abaixo da casa de 7% desde dezembro de 2014 (6,41%)

O resultado está ainda acima do teto da meta oficial do governo, de 4,5% pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais, mas aproxima-se da projeção de economistas na pesquisa Focus do BC de alta de 6,69% este ano.

As expectativas em pesquisa da Reuters junto a analistas eram de alta de 0,27% em outubro, acumulando em 12 meses avanço de 7,08%.

As principais influências para o resultado de novembro foram os grupos Alimentação e bebidas, com queda de 0,20%, e Artigos de residência, com recuo dos preços de 0,16%. Entre os alimentos, as maiores quedas foram registradas por feijão carioca (-17,52%) e tomate (-15,15%).

Na outra ponta, os grupos que apresentaram em novembro as maiores altas foram Saúde e cuidados pessoais, de 0,57%, e Despesas pessoais, de 0,47%. A inflação de serviços, por sua vez, desacelerou ligeiramente a alta em novembro a 0,42%, sobre 0,47% no mês anterior, acumulando em 12 meses 6,84%.

Na semana passada, o BC deu sequência ao ciclo de afrouxamento monetário com novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, o segundo seguido, levando-a a 13,75%.

Na ata dessa reunião, mostrou que houve discussão sobre aumentar o ritmo de cortes da taxa básica de juros, com alguns dos membros defendendo que a evolução favorável da inflação, a aprovação inicial de medidas fiscais e o ritmo fraco da economia justificariam o movimento.

Nesta semana, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, reforçou essa visão ao afirmar que a autoridade monetária está sensível ao nível de atividade econômica e que a ancoragem das expectativas é o que abre espaço para flexibilização nos juros.

“Eu acho que em termos da ancoragem, na verdade uma reancoragem das expectativas, a gente avançou bastante. E isso vai se mostrar um benefício para frente”, disse Ilan.



FONTE - VEJA (Com agência Reuters)

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