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Cinco suspeitos de terem liderado a rebelião que deixou 26 mortos na penitenciária estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN), serão transferidos para outras unidades prisionais do Estado. O secretário de Justiça do Rio Grande do Norte, Wallber Virgolino, disse que não poderia informar o destino dos detentos por questões de segurança.

Virgolino deu tais declarações em entrevista coletiva esta segunda (16) da qual também participou o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, Caio Bezerra. Segundo Bezerra, os supostos líderes da rebelião pertencem à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). São eles Paulo da Silva Santos, João Francisco dos Santos, José Cândido Prado, Paulo Márcio Rodrigues Araújo e Tiago Souza Soares.

De acordo com Virgolino, ainda não houve a recontagem dos presos da unidade, nem o restabelecimento do funcionamento dos bloqueadores de celular. No momento, integrantes do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) ainda se encontram no interior da unidade prisional. 

"A situação está tensa. Os pavilhões estão destruídos", disse. "Ainda não conseguimos retirar todo o entulho."

"Nada foi negociado"
De acordo com comunicado divulgado pelo governo potiguar menos de uma hora antes da entrevista, que começou por volta das 18h30 locais (19h30 de Brasília), os cinco presos foram levados para a Polícia Civil depois de buscas nos pavilhões 4 e 5 da penitenciária de Alcaçuz realizadas "após negociação". No entanto, Bezerra disse que "nada foi negociado".

"Houve, claro, os procedimentos de praxe da força policial, com a verbalização dos comandos necessários. Para ficar bem clara a intenção da polícia de fazer o seu trabalho e também de prevenir conflitos", afirmou o secretário.

Bezerra disse também que o governo ainda considera a hipótese de que há mais corpos de detentos dentro da penitenciária e, por isso, as buscas serão retomadas esta terça. 

Segundo o secretário, os corpos de quatro detentos foram identificados esta segunda (16) com apoio da Polícia Federal. Os nomes divulgados pelo governo são os de Jefferson Pedrosa Cardoso, Anderson Barbalho da Silva, George Santos de Lima e Diogo de Melo Ferreira.

Governador pede reforço da Força Nacional
Antes, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), informou esta segunda (16) que vai pedir ao governo federal o reforço do efetivo da Força Nacional de Segurança no Estado "para o enfrentamento à crise instalada no sistema penitenciário." Faria disse que vai se reunir esta terça (17) em Brasília com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e que pediu "uma audiência com o presidente Michel Temer para tratar sobre a situação."

Em setembro, 116 homens da Força Nacional chegaram ao Rio Grande do Norte. No último dia 9, o Ministério da Justiça autorizou a prorrogação da permanência do efetivo no Estado por 60 dias. 

Junto com Porto Alegre e Aracaju, Natal integra a lista das três capitais escolhidas para o início do PNS (Plano Nacional de Segurança), elaborado pelo governo federal com auxílio dos Estados. Segundo o governo, os "problemas penitenciários" de Natal geraram um aumento no número de homicídios no segundo semestre do ano passado.



FONTE - UOL
*Colaborou Fábio Farias, de Natal

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